segunda-feira, 22 de maio de 2017
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Texto no Cabide: Mensagem para um panda
Entramos no mesmo barco juntos, e em meio a tantas tempestades, conseguimos remontar o casco deste barco. Organizamos juntos o movimento do remo, dispersamos tubarões e analisamos de forma ingênua a direção do vento. Você com sua mania de seguir o ritual cotidiano da forma mais metodológica possível, junto a mim, com a vontade insana de deixar as coisas acontecerem sem muito planejamento, construímos um lindo percurso em cima do mar, mais especificamente, na baía de todos os santos.
Foi nesse percurso que
aprendi muita coisa sobre a vida. Aprendi que quando alguém mente, pode ser
chamado de “potoqueiro”. Compreendi que pandas tem suas subjetividades, que
gostam de um tom de verde específico, que se alimentam de coxinha e são
ciumentos. Foi nessas conversas navegando sobre o mar, que compreendi que o
destino realmente queria nos juntar para vivenciarmos a irmandade.
Somos migrantes, e
viemos de terras longínquas, somos o testemunho da saudade, como também da
busca de sonhos. Somos amantes das artes, forasteiros errantes numa cidade
cheia de legos em montagem, em ruínas. Provamos com exatidão o gosto do bom acolhimento,
e de igual modo, da frieza de quem deixou cair no caminho parte de seus sonhos.
Rimos muito de tudo,
choramos, nos entediamos, ficamos nervosos e quisemos matar os mesmos leões
durante vários dias. Mal sabíamos que duraríamos estes 9 meses juntos, é o
período de uma gestação, confirma mais uma vez a irmandade, somos irmãos
gêmeos. A partir daqui então haverá o nascimento, o crescimento e o amor pelo
desbravamento. Hoje, nesta sexta-feira 13, de um dia lindo, te agradeço mana por
existir e compartilhar a vida comigo.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Texto no cabide: E agora Tião?
Tião, tudo mudou depois daquela vez que escrevi uma música/carta pra você. Eu realmente acreditava que era um peso viver, e agora já rio de pensar que naquela época eu insistia na ideia de que não havia saída. Sou feliz Tião, embora ainda me depare com alguns medos. Consigo ser feliz em meio ao caos, e dessa vez a felicidade que tanto insisto em te mostrar é a de poder construir minha própria história, de descobrir a cada dia quem sou, da forma mais apaixonada e complexa que você pode imaginar.
Sei que compreendes minhas questões. Quando escrevi pra você na minha adolescência, eu ainda chorava com um nó na garganta de medo do futuro, das decisões e do amor. Nunca me esqueço daquela frase que você mandou pra mim: "Não te dê um trato moleque, vamos aguardar pra ver o que a vida nos reserva". Anotei em um caderno, e sempre que chorava, eu lia tentando tirar do fundo da memória o tom de voz que você usaria para falar aquilo.
Eu amadureci Tião? Não sei, ainda me descontrolo assistindo episódios de Doug. Quando se trata de amor, perco as estribeiras, me intensifico nas emoções, mas consigo ser quem queria ser. Eu queria ser isso mesmo, eu vou me tornar isso mesmo. Não vou sofrer de não ser o que sonhei pra mim. Caminho assim na vida, me diz Tião se é assim que se anda por ela.
Sei que compreendes minhas questões. Quando escrevi pra você na minha adolescência, eu ainda chorava com um nó na garganta de medo do futuro, das decisões e do amor. Nunca me esqueço daquela frase que você mandou pra mim: "Não te dê um trato moleque, vamos aguardar pra ver o que a vida nos reserva". Anotei em um caderno, e sempre que chorava, eu lia tentando tirar do fundo da memória o tom de voz que você usaria para falar aquilo.
Eu amadureci Tião? Não sei, ainda me descontrolo assistindo episódios de Doug. Quando se trata de amor, perco as estribeiras, me intensifico nas emoções, mas consigo ser quem queria ser. Eu queria ser isso mesmo, eu vou me tornar isso mesmo. Não vou sofrer de não ser o que sonhei pra mim. Caminho assim na vida, me diz Tião se é assim que se anda por ela.
https://www.youtube.com/watch?v=ifpeTSNHXMs
domingo, 26 de junho de 2016
Texto no cabide: Sobre fadas
Uma pessoa enfadada resolveu jogar tudo pro alto, não quis mais atender ao que tanto queriam que ela fosse.
Ela trocou de cidade, de casa e foi ser o que nunca fora e sempre quis ser: fada.
Em uma semana nasceram as asas.
Ela trocou de cidade, de casa e foi ser o que nunca fora e sempre quis ser: fada.
Em uma semana nasceram as asas.
terça-feira, 26 de abril de 2016
Texto no cabide: Promessas ao vento
Eu prometo não te olhar tão apaixonado assim.
Eu prometo fingir cegueira da próxima vez que me esbarrar no teu corpo.
Eu prometo não ter que dormir tarde pensando em você.
Eu prometo dedicar meus processos a tua falta.
Eu prometo.
Assinar:
Postagens (Atom)




