quarta-feira, 21 de maio de 2014

Novidades no Cabide: Marcador de páginas

Hoje parei os deveres e me debrucei em algo que há tempos queria fazer: Criar novos personagens para marcadores de páginas do Cabide de Biongo!



segunda-feira, 12 de maio de 2014

Texto no Cabide: Sobre Deus

Eu desci as escadas do sótão e encontrei Deus lá de pijama, sentado, tocando piano. Não sabia distinguir ao certo que música era, mas era Jazz, tenho quase certeza disso. Ele riu, finalizou a música, iniciou uma outra, olhou pra mim e sinalizou com a mão, pedindo que eu sentasse ali do lado. Sentei, não resisti, abracei, mais um vez ele riu e retribuiu o abraço e, ficamos por ali demasiadamente juntos, não havia espaço entre nós, era um abraço de verdade, a música continuava, agora conseguia identificar, era “Let it be”.



segunda-feira, 5 de maio de 2014

Texto no cabide: O quarto

E diziam por aí, de boca em boca, que ele tinha entrado naquele quarto que ninguém antes entrou, e que havia vindo de lá quieto, aparentemente normal, mas cheio de mudanças. Tudo mudou, a forma de falar, o jeito como pensava, as expressões já não vinham em formas de palavras, elas sussurravam de forma fragilizada pelo olhar.

Ele tinha certeza do que tinha visto, e estava contente em ter sido o primeiro e único até então a descobrir o que existia dentro daquele quarto, ao mesmo tempo em que refletia sozinho com o medo, o medo de ter descoberto aquilo que levaria tempos a ser desvendado.

Já não importava mais as conversas em cada esquina da cidade, pouca importância era dada aos risos combinados de quem criticava a atitude inovadora. Ele sabia que teria que conviver com tal ignorância. Muita coisa tinha sido deixada naquele quarto, a impaciência, os apegos materiais, o choro, os preconceitos. Tudo havia se despencado como num descuido qualquer de deixar cair da mão o que restava, no entanto permanecia ainda o medo, apenas ele permaneceu, bem menor que antes, mas ainda permanece, permanecerá, como se fizesse parte do ser que ele era, ou como se fosse ele mesmo o próprio medo.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Obra no cabide: Fotografias de Joel Sternfeld



Joel Sternfeld é um fotógrafo artístico conhecido por suas fotos de grande formato documentário dos Estados Unidos e por ter ajudado a estabelecer a fotografia em cor como um meio artístico respeitado. Ele tem muitas obras nas coleções permanentes do MOMA em Nova York eo Getty Center, em Los Angeles. Ele influenciou toda uma geração de fotógrafos de cores, incluindo Andreas Gursky, que tomam emprestado muitas técnicas e abordagens de Sternfeld.
Na tentativa por um entendimento no que diz respeito a poética do artista Sternfeld, se percebe algumas características, temas e abordagens que definem de algum modo a produção deste fotógrafo, sua intenção e seu modo singular que contribui para o campo da fotografia artística, para as artes visuais, como também para os demais fotógrafos e artistas que utilizam as obras de Joel Sternfeld como referência para produção na contemporaneidade. As fotografias de Sternfeld apresentam partes importantes de sua busca no registro da paisagem da socialização humana, interação e imaginação.
Em muitas das representações de paisagens e lugares que podem ser comumente registrados, Sternfeld sinaliza uma postura conceitual longe de uma simples representação da natureza. Seu campo não é nem bonito, nem sublime, nem pitoresco. E o aspecto plano oferecido em muitas das suas composições reverberam um vazio eloquente, bem como uma embarcação para um tema recorrente em seus trabalhos - os efeitos do consumo humano sobre o mundo natural. Sendo um dos principais expoentes da fotografia a cores, Sternfeld começou a inserir neste modo “novo” na década de 70, a aplicação de inovação tecnológica de inovação poética e estilo. O norte-americano atenta para ideia de que a paisagem, a cor, o retrato não poderiam mais ser uma realidade objetiva como nas fotografias de anos anteriores, desse modo ele aproveita a nova possibilidade para jogar, editar e enfatizar o elemento humano.

No seu ato de fotografar insere-se o caráter de imagens comuns, como se tivessem sido tiradas por um turista de passagem, após uma análise mais cuidadosa é que se pode talvez entender o processo e intenção do fotógrafo, que estão pautados na vontade de refletir sobre sua própria banalidade da vida cotidiana e sobre a mudança de perspectiva em uma sociedade onde os indivíduos são cada vez mais banais, incoerentes, inconsistentes, mas, aparentemente, isso nem sempre é óbvio para alguma anormalidade subjacente, uma nota discordante. Um fator constante em sua obra é a sua terra natal América, os seus habitantes e os rastros deixados por pessoas na paisagem. Com um sentimento sutil de ironia e uma sensação excepcional de cor, Sternfeld nos oferece uma imagem da vida cotidiana na América ao longo das últimas três décadas.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Texto no cabide: Equilíbrio


Ainda consigo me equilibrar com uma perna só. 

Ainda contigo a mim quis livrar como uma pena ao sol. 

Sem vento, nem tempo. 

Sem passo, nem arrastos que me levem para você ou para o alto.



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Texto no cabide: Pedido de comida




- Vou querer uma carne mal passada.
- Você come carne?
- Como!
- Come?!
- Como, e como como.
- E como você come?
- Como todo mundo que come come, oras.
- Como todo mundo que come come? E como come todo mundo que come?
- Comendo como se come.
- Com...
- Cale-se, cale-se, e traga logo o que eu te pedi!
- Como?
E essa foi a última palavra dita pelo garçom.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Obra no cabide: História de princesas



Princesas são pessoas como a gente, apesar de terem uma coroa na cabeça. Elas amam passear, adoram botas, sapatos diversos e pra quem pensa que elas prezam por um vestido super longo, isso é mito. Como toda mulher elas cuidam dos mínimos detalhes. Elas casam,  não com o príncipe indicado pelo pai, mas com um cara legal que lhe dará filhos. As princesas são fascinadas pela gestação e são mulheres super independentes que amam curtir a vida e amam amar. 

Esse é o tema dos belos desenhos de Sara Liz, menina esperta e questionadora de apenas 6 anos.





Cabide de Biongo
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