sexta-feira, 10 de março de 2023
Café - Lucas Sol
LETRA "CAFÉ"
Hoje eu preciso de muito café
Pra viver essa vida em pé (3x)
Hoje eu preciso de muito café
Pra viver
Eu luto em cada respiro que os dias me emprestam
No fundo eu sei que as coisas vão melhorar eu sei
Levanto meu cabelo, minha cabeça, a música que ouço, os meus trejeitos
E sigo na contramão
Hoje eu preciso de muito café
Pra viver essa vida em pé (3x)
Hoje eu preciso de muito café
Pra viver
Grave meu rosto
O meu sorriso
Em cada esquina te dou um improviso
De como é fundo viver esse risco
Na ponta da bala eu sou só um aviso
Hoje eu preciso de muito café
Pra viver essa vida em pé (3x)
Hoje eu preciso de muito café
Pra viver
sexta-feira, 15 de junho de 2018
domingo, 6 de maio de 2018
terça-feira, 13 de março de 2018
Tamanha ignorância não me fez perceber de imediato que ali deitado aos meus pés estava um galgo. Ele parecia um tanto assustado ou preocupado. Não sei definir bem o que ele sentia. Eu, que sempre fui um pé de oliveira, parada aqui neste lugar, jamais havia visto um galgo tão de perto. Já passaram por mim tantos outros seres diferentes, mas nunca um galgo. Olhei pra pele, e percebi que brilhava feito estrelas cadentes.
Suas pernas longas, que correram muito pra chegar até aqui, permitiam que ele me envolvesse toda, no abraço mais sincero que já vi.Me encantei de cara, e queria que ele ficasse aqui por muito mais tempo. Não estava acostumada a ter algo tão próximo, tão vivo e tão quente.
O galgo que dormia como um urso em sono profundo se transformou em um belo homem. Eu não queria acreditar no que via. Era magia, só poderia ser. Ele continuou a dormir e alguns minutos depois foi acordado por um desses Senhores ricos que perguntava incessantemente: - Você viu um galgo passar por aqui?Naquele instante tudo fazia sentido pra mim. Supus presenciar ali uma fuga. Claro que fiquei mais quietinha ainda, não queria que aquele galgo, que tomou forma humana, saísse dali. Como boa oliveira, venerei seu sono, imaginei seus sonhos, e tentei espantar qualquer inseto que quisesse perturbar.
Na manhã seguinte, num cochilo por descuido, ele se foi, e agora espero o dia em que poderei encontrá-lo outra vez.
Suas pernas longas, que correram muito pra chegar até aqui, permitiam que ele me envolvesse toda, no abraço mais sincero que já vi.Me encantei de cara, e queria que ele ficasse aqui por muito mais tempo. Não estava acostumada a ter algo tão próximo, tão vivo e tão quente.
O galgo que dormia como um urso em sono profundo se transformou em um belo homem. Eu não queria acreditar no que via. Era magia, só poderia ser. Ele continuou a dormir e alguns minutos depois foi acordado por um desses Senhores ricos que perguntava incessantemente: - Você viu um galgo passar por aqui?Naquele instante tudo fazia sentido pra mim. Supus presenciar ali uma fuga. Claro que fiquei mais quietinha ainda, não queria que aquele galgo, que tomou forma humana, saísse dali. Como boa oliveira, venerei seu sono, imaginei seus sonhos, e tentei espantar qualquer inseto que quisesse perturbar.
Na manhã seguinte, num cochilo por descuido, ele se foi, e agora espero o dia em que poderei encontrá-lo outra vez.
domingo, 21 de janeiro de 2018
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Texto no cabide: Pra te privar
![]() |
Van Gogh - The Bedroom |
Abro o guarda-roupa e tudo que consigo sentir é o cheiro de roupa esquecida. Os cabides não penduram mais nada, e um dos parafusos que prende a porta soltou há duas semanas. Eu não tenho tempo pra lidar com isso. Eu não quero ter tempo para isso.
Fiz um chá, me cobri com o edredom mais quente que tem. Faz frio ou tenho febre. Não importa, gosto das duas possibilidades.
Quero acordar mais cedo amanhã, pra me privar de ter almoço como primeira refeição.
terça-feira, 18 de julho de 2017
Texto no Cabide: Lançarei rosas vermelhas
Um mar atravessa minha rua, minhas casas.
De um lado eu vejo os amores impenetráveis, do outro os amores incuráveis.
Nunca me jogo no mar por completo.
Sempre espero a conquista das ondas ou o balanço místico promovido pelo monstro das águas.
Fecho a porta e espero que montanhas queiram fazer morada no corpo.
É nessa hora que o rio cai olhos a baixo e eu apenas tento ouvir o som da água.
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